terça-feira, 12 de maio de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Violinos ao fundo
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Bodas
Quando chega de noite, os mais jovens se encontrar, cada um com sua tribo. De dia, as crianças brincam na rua, sem perigo, jogam bola, pulam, correm. Vão até pra escola, pra nunca deixar de aprender. Os mais velhos papeiam nas portas das casas que ficam abertas a noite inteira. Jogam dominó, vão pro clube conversar, fazem tricô, paparicam os netos, os filhos, os sobrinhos.
Se amanhece chuvoso, todo mundo entra pra casa e fica junto, conversando, se abraçando. Ninguém precisa sair de casa, nem pegar um carro. Ninguém assiste TV, mas todos ouvem música, e aqueles que gostam de som pesado podem ouvir no último volume que ninguém vai reclamar. Não há hierarquia, nem chefe e empregado, todos são amigos....família!
Não há lixo na rua, ou sujeira, ou enchente. Todos moram em casas confortáveis, com vários cômodos, cada um com seu quarto. Livros.....Existe uma biblioteca com tantas fileiras de livros que podem até se perder. Sempre tem lançamento, ou aqueles livros muito antigos que as pessoas tem até dó de tocar. Ninguém expira o prazo de entrega.
Todo mundo se alimenta, todo mundo bebe água, todos tomam banho ( a não ser aqueles que não gostam), todos se ajudam.
Não há diferença entre preto, branco, amarelo, pobre, doente, sujo, rico....São todos iguais.
O melhor de tudo não é apenas o lugar, àqueles que entram pelos portões de ouro se juntam, planejam. Dia após dia, e a cada minuto chegam novos convidados.
A preparação é tanta que a festa ainda nem tem data pra começar, simplesmente querem tudo perfeito pra quando o convidado de honra chegar. Infelizmente não verei alguns dos que foram até o dia da festa, que por acaso não tem data...Mas eu não me importo em absoluto. O dia que eu chegar, receosa, com medo, apreensiva, e até um pouco confusa ela vai estar lá..
Ela vai abrir os braços, pegar uma latinha de cerveja, piscar o olhos algumas vezes seguidas e vai dizer "Mas Sarinha...Cadê o namorado?"....E eu vou dar risada, e vou chorar, e vou rir e vou chorar..E quando olhar ao redor vou perceber que todos aqueles que eu achei que tinham me deixado, ido embora, sem mais nem menos, estavam apenas se preparando...
E ela vai estar a frente, e vai me receber na mais maravilhosa festa que eu vou participar....
Minha festa de Bem-Vinda ao paraíso!!!
Eu te amo vó!
Vai em paz...
Que nós ficamos até o convite chegar....
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Comunicado
Não fui pra faculdade seg porque não precisava, terça por que não tinha condições e hoje porque não preciso..
obrigada
Sara Heck
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Longo resumo do final de semana
Antes de falar do final de semana/virada cultural queria deixar a resposta psicopata do desafio citado no último post: A mulher matou a própria irmã porque assim haveria outro velório da família dele e o cara provavelmente teria que aparecer. Se houvesse mais um enterro de parte próximo a chance dela encontrar com o homem da vida dela era imensa por isso ela não pensou duas vezes antes de matar a irmã.... TENSO...
Me encontrei com alguns de meus amigos às 4 horas da tarde. Ficamos bebemorando no Monarca, bar da Augusta, até umas 6 e meia mais ou menos. Como eu estava um tanto quanto "low" em dinheiro, pedi para que meu queridíssimo Kamarad fizesse a minha, só que ele também estava sem dinheiro por ter sido anta o suficiente e errar a senha dele duas vezes no Banco Real, óbvio que bloqueou e aí acabou-se o que era doce. Mas tudo bem Márcio, um novo camarada, fez a nossa...
Lá começamos na cervejinha e uma vodka, depois mais cerveja e mais uma vodka, no final estávamos entrando no mundo mágico de Oz, mas conscientes e felizes. Tínhamos que encontrar o Thúlio, mestre da Catuaba e das fotos da Virada, às 6 e meia na Sé. Decidimos descer a Augusta a pé com receio dos metrôs estarem muito lotados e os ônibus sem muito espaço pra circular. Chegamos no Viaduto do Chá depois das 7 horas, bufando porque não é pra qualquer um aquele caminho de "mierda"
Kamarad foi de encontro com seu amigo Thúlio na PQP e ficamos eu, Márcio e Toscano (outro amigo deles lá). Fui comprar umas cervejas pra nós porque caso contrário iríamos bodiar. Cheguei no carinha que vendia bebidas em um isopor e enrolado em um cobertor xadrez. Ele me fez 3 por 7, ótimo negócio no dia, e ainda falou pra mim que morava na rua fazia 15 anos e que é uma pessoa extremamente feliz, e que com o dinheiro das ruas conseguiu fazer 3 anos de faculdade de filosofia. Me deu as cervejas e terminou dizendo "porque Deus é misericordioso", eu disse amém e fui embora.
Demoramos muito até nos acertarmos e fomos pro primeiro show, Geraldo Azevedo, mas infelizmente não conseguimos chegar a tempo. Nos perdemos, nos encontramos e fomos pro Farufyno. O show foi ótimo, adorei...Depois fomos pro pátio do colégio tentar ver outro show. No meio do caminho paramos em um mercadinho e compramos muitas bebidinhas para nós, só que sobrou cerveja esquentando e tentamos vender "20 cm de puro prazer, 4 reais...", mas não deu muito certo....Antes do Pátio do Colégio fomos aonde estava tocando reggae, mas a marofa estava insuportável e o amigo Thulião estava pra lá de baguidá...Eu já estava quase sóbria.
Quando chegamos no Pátio, um showzinho de rock rolando, eu bodiada decidi encontrar minhas amigas no Black pra depois irmos pro Clube do Balanço. Foi o maior rolê da minha vida, foram kms, kms de andança por entre bêbados e troianos, e quando cheguei na pista de psy (porque o caminho era esse) fui mais assediada do que se estivesse nua numa construção. Eram tantas passadas de mão que no final já tinha desistido de bater nas pessoas.
Cheguei depois de mais de 1 hora andando, encontrei minhas amigas da faculdade e uns amigos de Ribeirão Pires (Jesus, muito longe). Para minha surpresa estava tocando "A Milli" do Lil Wayne, música que nunca escutei no Brasil, me diverti e fomos pro Clube do Balanço. Tinha tanta gente que tava difícil associar, ficamos um pouquinho e depois fomos embora, para o melhor show da noite, Tim Maia Racional Pelo Instituto. Começaria às 3 da manhã e realmente começou.
O show foi sensacional, eu curti demais, cantei, dancei, até o amigo da minha amiga da facul quis conversar comigo (ele já tinha certas vontades de outros carnavais), fiquei no "porque sim, porque não", beijei. Foi ótimo, adorei, pegadinha boa, o problema é que ele achava que meu lábio inferior era um bife sangrento de tanto que mordia, até doía, mas como quem está na chuva é pra se molhar eu desencanei. Afinal ele foi super carinhoso nos nossos 40 minutos de namorados. Pouco antes de acabar o show, tive que sentar no chão porque a minha pressão caiu. E Deus, como caiu, achei que ia desmaiar. Tomei um banho de gelo, esperei acabar o show e decidi ir embora.
Teria dado tudo certo se a estação República não estivesse em reforma, e se a São Bento, Anhagabaú não estivessem com seus portão fechados por causa do imenso fluxo de pessoas. A espera pra conseguir entrar no metro, pra pegar a fila de comprar o tiquet, era de mais de 1 hora e meia....
Decidi que talvez fosse melhor ir a pé pra casa porque não via a hora de chegar e sentar, meus pés doíam tanto e meu corpo pedia um banho quente...Só que quando estava cruzando o vale do Anhagabaú pra pegar a 23 me vi num beco totalmente escuro, sozinha, e vulnerável pela pressão e pelo meu sexo, que acabei desistindo e peguei um táxi, caso contrário teria pego outra coisa...
Domingo, passei o dia no sofá assistindo TV, comendo e me deliciando com meu time maravilhoso....
Corinthians, te amo, te amo de verdade!!