sábado, 23 de janeiro de 2010

He decided....for now was the best!

Nem tudo segue de acordo como nossos planos. Acabo de perceber que tenho um defeito irreparável, desde pequenininha. Eu sempre achei que eu fosse óbvia.... Acho que passei muito tempo lendo livros e vendo filmes, troquei a realidade pela fantasia.

Eu não sou fácil de lidar, eu sei, minha mãe sabe, minha vó, meu irmão e agora meu namorado. Eu sou uma ótima pessoa, super fácil de conviver, mas tenho meus momentos. A coisa que eu mais repudio no mundo é ter que mastigar as informações para as pessoas ao meu redor. Sempre achei que conseguiria viver assim, mas agora percebo que só de entrelinhas ninguém consegue me entender.

Só queria curtir um pouco o sentimento "valor". Ser convidada para conhecer família, amigos, filhos. Sentir que sou parte da vida de alguém, que se tivesse que viajar, pra longe, pelo menos me convidasse, sabendo que levaria um não.

Mas não, fica esperando eu me manifestar, eu dizer "me leva".. "me apresenta".. "me paparica"...

Não sei viver de mastigadas, e até agora, não encontrei NINGUEM que soubesse ler minhas entrelinhas..

E por isso it's over...for the best...for now.. Just giving us some time to think!!

Essa é a décima tentativa!!!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

I dream a dream...

Eu era uma das sobreviventos do cruzeio Oceanic 815. Apenas algumas pessoas sofreram fatalidades, o geral ficou ilhado em um Pier por algumas semanas. Entre os sobreviventes estavam famílias inteiras, casais, conhecidos, desconhecidos.

Olhávamos esparançosos para o mar na busca de alguma coisa que pudesse nos ajudar. Muitas malas estavam boiando, mas a minha não estava. Conheci alguns homens que moravam na região e estavam ajudando nas buscas, perguntei sobre a minha mala, mas nada foi encontrado.

Começamos a nos organizar...

Foi aí que eu conheci o homem dos meu sonhos. Era alta, com cara de homem, barba por fazer.. Seu nome era Sayd.

De repente estávamos em uma festa e uma amiga da faculdade apareceu por lá. Quando ví, estava agarrada ao Sayd, eu nem me importei porque ainda não tinha me apaixonado.

No dia seguinte ele sentou do meu lado para conversarmos e me chamou para um passeio pela praia. Lá fomos.... No meio do passeio rolou um clima e nos pegamos. Foi intenso.... Eu sentia suas mãos, seus lábios, sua fúria...

Acordei no dia seguinte apaixonada, e ele também. Não sabia ao certo o que tinha acontecido porque só me lembrava da agarrada. Percebi que ele também não, nós não sabíamos se tínhamos ou não transado. Foi intenso. Encontrei com a amiga da faculdade, esta ficou enraivecida, mas eu já estava apaixonada.

Saímos juntos e voltamos ao Pier para mais um dia de buscas. Começamos a nos abraçar e alguns apertos aqui e alí, deixando uma dupla de senhoras encabuladas. Decidimos de fato transar, sem esquercer depois.

Fomos para o meu quarto, meu pai, Michael Kail (Eu, a patroa e as crianças), estava lá, já sabendo de nossos planos. Fez de tudo para impedir, nos fez dormir em camas separadas. No meio da noite ele aparaceu na minha e ficamos abraçados. Michael fez um escândalo, eu briguei com ele e saí.

Sayd foi atrás de mim e nos abraçamos, ficamos apaixonados até eu acordar de verdade!!

Acordei com uma felicidade que não me cabia, estava apaixonada, lembrava seu beijo, seu abraço, seu aperto, sua paixão.

Demorei 15 minutos para perceber que o sonho acabara.. Foi o mais real sonho que já tive!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Receita para um ano começar perfeito!

Para que o ano comece bem, são necessários alguns ingredientes. Pegue seu papel e caneta e vamos anotar...


1º) No primeio dia do ano, pegue uma chuva catastrófica na hora da virada, e depois caminhe o equivalente à 15km com uma rasteirnha que fica grande no seu pé. Retire a sandália quando começar a formar bolhas e pise em um caco de vidro na primeira oportunidade. Não espere fermentar, bata bem o lugar onde se cortou para limpar e aí você recoloca a sandália que estava machucando. Comece o procedimento em um horário que esteja alerta e bem disposta, das 3h00 ás 5h30, é uma opção válida!


2º) Acorde no dia seguinte sentindo diversas dores no corpo e principalmente no pé. Limpe bem a região e pegue uma pinça. Agora vamos dar início a retirada do caco de vidro que cuidadosamente elaboramos no dia anterior. Sofra um pouco de dor e durma de novo, você irá precisar.


3º) Saia da praia de ônibus, no pior dia do mundo e pegue um congestionamento de umas 7 horas. A viagem que duraria 1h se estendeu e o que você faz? Tente dormir, mas não esqueça que está sentada ao lado de dois emos, que só sabem conversar sobre músicas japonesas de de como trabalhar é ruim..

4) Chegue na sua cidade e imagine um final de semana de amor e paixão, antes que ele aconteça adiciona 17l de gripe e carência. Coma um chocolate suíço e perceba que uma prótese de 3000 reais simplesmente caiu na sua mão. Quando já estiver morrendo da cama, sem um dente, tome um remédio e espere a família chegar em casa.

5) Depois de tudo junto, vá ajudar seu irmão e adicione 300ml de pós-sol para não descascar. Neste interim, bata com o pé na porta, dê AQUELA topada e trinque um dedinho do pé. Espere até o mesmo ficar na cor preta e vá ao hospital embaixo da maior chuva do século.

6) Coloque uma tala no dedo, fique tomando antiinflamatório até segunda ordem. Acrescente mais alguns vírus na sua gripe e desfrute de um dia em casa.

7) Neste dia, você dorme tranquilamente e recebe uma ligação da sua chefe dizendo que o presidente deu escândalo por causa de organização sua, e que você não estava lá pra se defender.

Que 2010 comece cheio de alegrias?

O meu começou, com gripe, sem um dente, com um dedo quebrado, e ainda mal na empresa às vésperas da efetivação....

Como diria Turma da Monica, às favas com o ano novo!


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Reflexões do ano

Todo final de ano é assim. Os dias passam e todas as noites eu sonho com pessoas que eu deveria ter conversado mais, brincado mais, aproveitado mais o tempo. Já sonhei com tias distantes, amigas de anos atrás, com ex-namorados, com namorados novos, uma ampla gama de conhecidos.

Sonhei, sim, com pessoas que tinham morrido pra mim, e o espírito natalino faz com que eu queria conversar com elas, pedir desculpas ou aceitar desculpas, enfim.... Espírito Natalino!

E, junto com os sonhos, me vem tudo que eu poderia ter feito. Eu poderia ter arranjado qualquer outro emprego, namorado outra pessoa, usado drogas, bebido até cair, falar uma porrada de palavrão, xingar quem tava me aporrinhando, abraçar quem estava sorrindo, correr nua na Paulista. Claro, não fiz nada disso, mas a gente foca tanto no que não fez que esquece o que fez.

Eu não corri nua na Paulista, em compensação corri de mãos dadas. Não arranjei outro emprego e sim um com uma chefe que não tenho do que reclamar. Não namorei qualquer outra pessoa, eu decidi optar pelo menos provável, e me dei muito bem nessa. Não usei drogas que me tirassem da realidade, mas aproveitei as minhas loucuras e me deixei seguir por elas. Não falei uma porrada de motherfuckingbitch palavrões, mas sempre que tive vontade falei. Não xinguei quem estava me aporrinhando porque no fundo, no fundo, sou muito educadinha. Não abracei todos que me sorriram com medo de estar invadindo privacidades alheias, mas me contentei com todos os sorrisos. Além de milhares de outras coisinhas que fizeram o ano de 2009 um dos melhores ever.

Sinto muita falta da vida bandida dos States, mas eu vejo que voltei na hora certa, para trilhar um caminho que estava apagadinho. Na minha nova turma de faculdade fiz amigos que vou levar pra sempre. E dei muita risada!!! Na família entraram novos membros que aprendi a gostar, e no trabalho percebi que minhas qualidades são vistas, mesmo eu sendo apenas estagiária.

Eu sei, está parecendo votos do fim de ano, mas não são..Só que todo final de ano eu fico assim.

E agora cada vez mais, já que tudo acaba em 2012!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Razão X Estímulo

Uma das questões que se confundem com mais naturalidade. Qual a diferença entre razão e estímulo? É muito comum a gente pensar "Ah, mas você foi a razão de eu fazer isso!", "Foi por sua causa que eu comprei tal coisa!", "Foi por isso que eu gastei todo o dinheiro e agora estou sem.." e por assim vai.

O ser humano tem dentro de si um defeito terrível, o de tirar sempre o seu da reta. Por mais autruísta e heróico que ele possa ser, uma vez na vida já tentou tirar o seu da reta. Percebemos isso em relações de trabalho "Porque isso não está feito?" e nós respondemos "Ah, porque fulano não fez", ou ainda jogamos a culpa para aparelhos eletrônicos "eu não tenho culpa que não funcionou". E a verdade é outra, você tem sim culpa.

Primeiro porque se algo foi pedido pra você e você passou pra outra pessoa, continua sendo sua responsabilidade. A de checar e ver se está sendo feito. E não simplesmente cruzar os braços e deixar que essa pessoa se lasque, porque você "não tem culpa". Acontece isso quase todo dia no meu trabalho e eu, particularmente, já fiz isso milhares de vezes. O que a maioria das pessoas não entende, é que quando algo é pedido ele deve ser feito e não justificado. Relações desse tipo eu só aprendi depois de muito dizer "ué, mas se ele não fez..." e receber respostas do tipo "mas eu mandei VOCÊ fazer". É sempre tão mais fácil jogar a culpa nos outros.

Não apenas em relações de trabalho, passamos por isso em todos os relacionamentos amorosos sem final feliz. A gente nunca tem culpa no fim do namoro, noivado, casamento, é sempre o outro. Porque ele parou de me dar atenção, "eu não tenho culpa que não tenho dinheiro sempre", ele decidiu mudar, ele decidiu trair... Quando na verdade, é sabido que nada acontece por nada. Taí mais uma vez que não admitimos que somos os errados. Se ele parou de dar atenção é porque aconteceu alguma coisa, qualquer coisa, que você não perguntou. A não ser em casos de enjôo ou perda de amor, o que eu acredito que acontece muito!

Partindo do pressuposto de que nós nunca temos culpa no cartório, estava refletindo com meus botões e me veio outra questão. Quando iniciamos um novo relacionamento amoroso, no trabalho, amizades, enfim, passamos a nos arrumar mais. Nos penteamos mais, nos maquiamos mais vezes, damos mais risadas. Compramos coisas, roupas, pagamos a conta, carro, pensamos em nos adequar morando mais perto, ou em um lugar melhor. E quando fazemos isso a dois, sempre abraçamos a idéia de que fizemos por ele, ou ela, ou quem quer que seja. Nunca por nós! E quando, eventualmente, a relação acaba, jogamos na cara do companheiro (a, os, as) todos os sacrifícios que fizemos por ele. E aí entra a conta do cartão, o cabelo que só ele gostou, das mudanças físicas que nos fizeram suar e gastar toneladas de bom senso na hora de pedir a salada e não o chedarMacmelt.

Aí entra onde quero chegar. Nenhum de nossos esforços foram feitos pela única razão da outra pessoa querer. Ela serviu de estímulo. Um estímulo maior para cuidar do corpo, para comer menos, para me arrumar. Ah, ela mora longe, eu não tenho carro, estou pensando em comprar...BINGO...estímulo. E esquecemos do simples objeto "eu" no final. Se ele (a,es,as) fosse embora, eu continuaria com o carro que QUIS comprar, com as roupas que QUIS usar, com o corpo que QUIS construir.

Acho muito mais simples pensarmos nos outros como fatores predominantes no estímulo, do que na única razão. Assim sofremos menos quando terminamos, curtimos mais o que conquistamos. E as brigas seriam muito mais relevantes e menos periódicas, porque deixaríamos pra discutir só quando realmente necessário. Ninguém nunca morreu por se arrumar demais ou se preocupar demais com o bem estar de todos.

Aí vai minha dica, vamos parar de dizer "a culpa é sua" e dizer mais "você me estimulou, mas não foi só por isso que eu fiz", vamos dar mais valor as nossas vozes!!!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

All I wanted!

O sábado ideal seria aquele que eu não precisasse me preocupar em agradar. Acordaria de mau-humor, olharia em volta, tomaria meu café forte, do jeito que eu gosto, mas não feito por mim por pura preguiça. Depois, sentaria no sofá com uma perna sobre a outra, sem short, só de calcinha e camiseta (como durmo), e olharia vazio para lugar nenhum por uns 3 minutos. Iria não pensar em nada além do sonho que tive, da vontade de voltar a dormir, do café que poderia estar mais quente.
Depois desses minutos em transe, eu me aconchegaria no sofá, pegaria um cobertor e ligaria a tv no Warner Channel ou na Universal e assistiria pela milésima vez uma das milhões de séries que passam. Riria de episódios repetidos, colocaria minha xícara de lado, e ficaria alí.

Quando enjoasse, levantaria, sentaria na mesa da cozinha, comeria meu macarrão com calabreza, que não fui eu que fiz, mas que fizeram do jeito que eu adoro, e conversaria com minha família que estaria alí apenas para me ouvir, sem reclamar, sem falar da minha cara ou do meu humor, somente ouvindo minhas histórias.
Depois do almoço, deixaria tudo na cozinha e iria para meu quarto ficar deitada com ele, de conchinha. Sem falar, sem conversar, sem beijar, sem nada...Apenas abraçados.
Quando acordasse, escovaria meus dentes (pela primeira vez no dia), e aí sim pensaria em abraços, beijos e amassos, mas sem precisar tomar iniciativa, sem precisar fazer absolutamente nada. Porque tudo seria do jeito que eu gosto, e sem esforço.
Depois de cometido, sentaria no sofá, tomaria um café e assistiria TV até enjoar.
Estou tão cansada dessa vida trabalho-faculdade-trabalho-stress-gripe que tudo que eu queria era ficar quieta, com o bonitão do lado, mas sem ter que ser carinhosa.
Apenas entrar em estado de alpha e permanecer nele, até achar que devo fazer alguma coisa.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A quem interessar possa III

Caros leitores,
Peço desculpas pela minha ausência, mas é que ultimamente estou passando por fases dramáticas na minha vida pessoal e profissional. E sim, meu grau de "fudida" é imenso e se eu for começar a escrever sobre isso vou ficar horas aqui, e eu não tenho essas horas. Resumindo brevemente, a faculdade está me matando com tantos trabalhos de foto, tv, rádio, impresso, publicidade, crítica da mídia entre outros. Fora as provas e os milhares de textos que eu nem comecei a ler. Meu grupo está cada vez mais dividido, minha gangue pelo menos está sussegada. Infelizmente é assim que vemos quem trabalho e quem não.
No trabalho estão me passando cada vez mais responsabilidades e minha chefe sai de férias nessa sexta feira. Me deixou com 3 eventos e milhares de pepinos pra resolver e eu estou insegura e por isso estressada. Já me nasceram cabelos brancos e estou cada vez com menos pacência para conversar com produtores inexperientes e pauteiros burros de emissoras de tv.
Meu irmão voltou das oropa e estou contente por isso. Estava com saudades mas mal vejo minha família. Acordo cedo e volto tarde.
Felizmente o bonitão e eu estamos ótimos. Ele é uma das pessoas mais compreensíveis que conheço, está sempre do meu lado e mesmo quando desconto minhas tensões nele, ele me olha, dá um sorriso (lindo, por sinal), me abraça e me paga um chocolate. É pois é, achei uma metade da laranja madura, doce, e deliciosa. Sim, estou apaixonada, mas não namorando ainda, afinal não me lembro de ter recebido o pedido e eu tenho idade mental de uma velha!!!
O ano está acabando, eu vou fazer 22 em menos de um mês e sempre fico um pouco depressiva quando vira o ano. Penso que deveria ter feito mais coisas e quando paro pra recapitular eu realizo que seria impossível.
Eu volto a postar assim que melhorar minha situação, que meus cabelos brancos voltem a ser castanhos, ou quando estiver de TPM de novo.
Amanhã começa o Congresso Mundial de Salsa, 7ª edição, e nosso documentário será iniciado. Para quem quiser curtir um programa diferente, segue a dica dos bailes sensacionais e das apresentações no www.salsacongress.com.br
See you later, alligator..
E volto a dizer: A vida não tá facil pra ninguém!