domingo, 28 de junho de 2009

Corporation's Weekend!


Para variar eu me diverti nesse final de semana, e com isso não peguei ninguém. Está virando uma rotina que não está me incomodando, prefiro não ficar com nadie a ficar com qualquer, por isso estou felicíssima com minha vida.

Sexta fui trabalhar e depois fomos no Exquisito. Dessa vez foram mais pessoas do que eu estava esperando. Além da minha dupla dinâmica (Tice e Cinthya), foram Primo e Flavio, Cibelle, Dani, Renan e namorada, Lívia e namorado e roommate, Luis, Renato amigo da Cy. Entre tequilas, cerveja, vinho, hambúrguer e calabreza conversamos sobre todos os problemas do mundo, brindamos sempre à memória de Michael, e cantarolamos. Chegamos as 19, saímos à 1h. Claro que cheguei em casa estava tudo girando, como a música da Elis "minha cabeça rodando, rodava mais que o casais..." Dormi!

Acordei sábado e fui no mercado fazer a compra do mês. Olha o preço aqui, reclama daqui, comrpa mais barato, deixa de comprar isso pra comprar aquilo.... Depois desse lenga-lenga fomos pra casa e decidimos esperar para ver o que fazer. Minha tia sempre linda veio visitar-nos, comemos pastel.. Ia sair com o pessoal do trabalho de novo, iria ao cinema e depois iria ao baile do Jean (meu primeiro professor de dança) com o Luis. Infelizmente nesse interim eu tive uma briga feia com uma das pessoas que me encontraria no baile e desisti de ir. Aliás, falei tanta besteira me deixando levar pela situação que acho que acabei magoando mesmo ese alguém, e isso me deixou bem chateadinha... Mr. Neguxo também iria sair comigo, mas ele deu pra trás!!

Encontrei com o pessoal no cinema à 22h30, estavam eu, Luis, Flavio, Cibelle, Paulão, Alessandra, e Gisele (amiga do Flávio). Eu assisti o filme mais absurdo da minha vida, chama Sex Galaxy. Um filme totalmente trash retrô mas falando do futuro. A história é mais ou menos assim:

Instituiu que não se pode mais fazer sexo na terra por causa da super população e o fim dos recursos naturais. Só poderia fazer sexo com sua esposa só depois de casar. Astronautas americanos descobrem um planeta habitado apenas por mulheres com alto tesão e dinossauros. E dominado por um robô que procura uma esposa. Se não bastasse essa história louca, a tecnologia era a mesma usada em Jaspion... Enfim, era trash e nós fomos.

De lá, 1h30, paramos pra comer uns mistos quentes e fomos pro Milo. Não conseguimos entrar pela quantidade imensa de pessoas, e decidimos ir pro Astronete (aquele que eu sou taxada de sapata). Foi divertido, dancei sem muita empolgação mas dancei.. Bebi minhas catuabas de lei e encontrei um pessoal da faculdade lá. Só sei que ficamos mais de hora na fila pra pagar e quando saímos do lugar eram 5h30. Mas nem percebi o tempo passar.

Moral:

- Estou pobre!
- Briguei com alguém!
- Bebi!!!
- Chorei pelo Michael
- Tive revelações que me fizeram repensar no que as pessoas falam pra mim
- Rachei o bico!
- Assisti um filme trash!!!!!

Pensando bem, posso até ter saído no lucro.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

I can't believe it

Eu nunca pensei que fosse me sentir tão mal por causa da morte de um artista, mas tenho que admitir que a morte do Michael me pegou em cheio.
Estou me sentindo totalmente sem chão, fico ouvindo suas músicas e chorando....Ouvindo e chorando!! Acho que idolatrei tanto que tornei-o imortal. Tão imortal que pouco importava sua saúde debilitada, para mim era só mais um golpe de marketing.
E a nova turnê? Fiquei tão feliz quando soube que voltaria a fazer shows, bolei uma estratégia genial para participar de promoções e poder ver de perto. Michael, you rock my world!
Sei lá, eu estou no trampo de luto, toda de preto, com olheiras de sono inquieto.....
Queria só desabafar!!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Who's dead?


Responsável por uma das músicas que eu acho mais lindas da face da terra, e que sim, gostaria de me casar ao som de "So kiss me baby and tell me twice, you're the one for me...THE WAY YOU MAKE ME FEEL"; além de autor daquela tão famosa por causa de free willy e que até hoje me faz chorar "But they'd told me, a man should be faithful and walk when he's not able, and fight till the and but I am only human"... Te clássicos como "'Cause is the thriller, thriller night", gangues e afins como "You wanna be tough, better do what you can, so BEAT IT". O único que juntou artitas consagrados para cantar "We are the world, we are the future".

Ele, responsável por todas as música que me fizeram dançar. Desde os 6 anos. "Abc, is easy as 1,2,3 , I'll take for Do Re Mi, A,B,C 1,2,3 YOU AND ME .... Camon girl, I think I love you, camon now, show me what you can do. Shake it, shake it, shake it..". e de outros songs importantes que até Sandy e Junior fizeram uma versão "You and I were make as pair...Whether is love, I'll be there".

Foram tantos anos acompanhando, aprendendo, chorando e rindo. Como não dançar ao som da minha preferida "Billie Jean, is not my lover, she's just a girl, who claims that I am the one, but the kid's not my son". Toda vez que toca Michael em qualquer encontro/festa, todo reclamam...mas é só deixar rolar um pouquinho mais que as pessoas começam a se soltar. Todo, sem excessão imitam o passo do MoonWalker, coisa que só MJ sabe fazer. E quem nunca viu o clipe do filme que diz assim "Auuuu....pa para papap...Anne are you ok? Anne are ok?? ARE YOU OK ANNE? Anne are you ok, won't you tell us, that you're ok..."?

Ou mesmo Macaulin Calking dublando um rapper and Black or White "protection, for gangs club and nations.." ou nunca se sentiu no alto da estátua da Liberdade cantando "I'm thinking about my baby and don't matter if you are black or white"..Uhuuuu..

Eu não minto, sou fã. Tanto que tenho uma legião de discos e vídeos, e sei que sua melhor apresentação foi no MTV Music Awards de 1995, um ano depois de vir ao Brasil, Michael and Dangerous. Eu sei cantar quase todas as músicas, e vibro toda vez que ouço "Michael, Michael, Eles não ligam pra gente.." Porque sei que vai aparecer o ex-negro, branco feito cera, cantando em meio às nossas favelas. 

Em sua infância foi abusado sexualmente pelo produtor e apanhava do pai com uma brutalidade sem tamanho. Nunca teve a oportunidade de brincar. Quando adulto, tornou-se um ídolo pop, com mais de 100.000.000 de cópias vendidas. Ao mesmo tempo que crescia seu talento e sucesso crescia sua loucura. Tornou-se obcecado por beleza e achou no Vitiligo uma desculpa perfeita para mudar de cor e de "adequar". O mais irônico é que mesmo depois de branco suas músicas ficaram cada vez mais engajadas em relações contra o racismo. Em todos seus clipes ainda fazia par romântico com atrizes negras. 

Arrumou e rearrumou o nariz muitas vezes, até quaso perdê-lo. Colocou furinho no queixo, alisou o cabelo, virou um monstro. Abusou de sua loucura ao pendurar o próprio filho na janela, se escondeu de tudo e de todos, se afundou em dívidas e foi acusado de abuso sexual em crianças, pedofilia. Eu nunca acreditei nessa última parte, por isso não me surpreendi quando foi inocentado. 

Nunca nenhum artista fez tanto pela desigualdade do que MJ. Nunca um artista foi tão amado e odiado, admirado e esculachado. E é por isso que hoje, quando soube da morte do meu artista preferido, do meu ídolo, eu tive um choque. Quis chorar, mas não fiz. Quis cantar mas não cantei. Apenas fiquei assistindo Globo News das 6 e 30 da tarde até 10 da noite. Até receber a confirmação de sua morte pela CNN. Ainda não acredito que ele se foi, ainda não consigo pensar que não vou conhecer cara a cara o maior ídolo pop do universo.

E ele não precisa se preocupar tanto, sua canção love "You are not alone, I'll be here with you" cabe muito bem à situação.. Michael Jackson, meu sonho de consumo quando era negro, meu ídolo quando ficou branco. Fez clipes nunca vistos, abusou de tecnologia e de sua popularidade. Cantou com Paul, dançou com Michael Jordan....

Agora eu me pergunto "Who's bad?". You are Michael..

And you will always be in my heart...

 

Sim, eles existem

I'm sorry folks, mas eu escrevi o nome dos fulanos errado. O correto é Cesar e Sezar, e sim eles existem porque a editora da Sônia comentou que também tinha editado Cesar e Sezar, o que é um absurdo porque como dois caras com o mesmo nome só que grafados diferente, podem ter o mesmo gosto e ainda terem coragem de assina-lo juntos?

Pois é, a vida não tá fácil pra ninguém...


quarta-feira, 24 de junho de 2009

Fagocitose

Hoje eu realizei um desejo imenso desde que entrei no Catavento. Há uma hierquia que se resume em Dr S, Dr A e Dra. Sônia Lopes. Esse nome, sempre soou aos meus ouvidos como aquelas vezes que queremos lembrar onde ouvimos isso antes... Anyway, todo dia eu ficava me perguntando da onde que eu lembrava, até que depois de não chegar a lugar nenhum resolvi desistir. Foi aí que eu tive um insight!

Quando eu estudava na OEMAR, colégio católico do bairro da Saúde, eu tinha que comprar uma porrada de livros todo santo ano. Eram livros caros, no montante de 500, 600 reais. Esse esquema foi da 5ª (série na época, simplesmente 5ª) até o 1º, porque aí eu mudei de escola....Enfim, começamos a aprender biologia na 7ª,8ª, não me lembro agora, só sei que estudei os livros Bio1, Bio2 e Bio3.


Eu sempre fui uma aluna diferente, sempre prestei atenção à coisas nada a ver, nunca fui aluna exemplar. Mas uma coisa eu sempre reparava, quem escrevia os livros que eu lia. Eu sempre me perguntava se realmente aquelas pessoas existiam, tipo Cesar e Cesar, ou Sônia Lopes.... E eu nunca obtive respostas...


Até trabalhar aqui no Catavento!


Foi aí que um dia, passando pela mesa do Luiz (o educador de biologia) , eu vi o livro que eu usava no colégio. Peguei pra folhear e de repente bati o olho no nome da autora, e aí sim eu entendi porque aquele nome ficava me inquietando.

Ela, a pessoa com quem eu trabalho, e hoje, só hoje eu tive coragem de conversar com ela e dar um abraço nela, porque SIM, ela existe..


Eu sinto orgulho das pequenas coisas...

Eu falei pra ela que tudo que sei de bio foi por causa dela e que eu realmente sabia que alguém tinha escrito! Ela ficou super contente!


Essa foi a minha primeira realização!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Let's talk about luv

"Falar de amor é muito fácil"....realmente é. Sofrer e escrever, achar que a vida é injusta, que amar é mais importante do que qualquer outra coisa é facil. Difícil é tentar amar em uma época onde não há amor, ou quando há é tão condensado que só de olhar quem nem conhecemos já sentimos invejinha. Eu sinto ciúmes e tudo o mais, assumo.

Eu quero me apaixonar, eu quero namorar. Acho delicioso passar domingos abraçados assistindo televisão, comer pipoca, chocolate, coca-cola. Adoro sair de uma festa de mãos dadas, dizendo que estou cansada, quando na verdade estou ansiosa pelo que está por vir. E quando se fica horas conversando, entrelaçados, deitados na grama. Planos, eu adoro fazer planos.

Eu quero me apaixonar. O problema que eu vejo, e que a maioria das garotas vêm, é que os homens estão caminhando pela escada rolante em alta velocidade que leva para o mármore do inferno. E por quê? Porque a mulherada está foda!

Eu ouço isso do meu irmão, do meu primo, do meu pai, dos meus colegas. Nós mulheres estamos entrando em vocábulos genéricos do tipo "É tudo Puta..." "Não se pode confiar em mulher" "Mulher é isso"..e o pior de todas "Mulher é tudo igual". E nós não somos iguais.

A minha única intenção com esse post é alertar aos homens que ainda há meninas que estão dispostas, que esperam e que são merecedoras de um cara legal. Que por mais besteira que falemos somos delicadas e carentes por dentro. Falo isso não por causa da minha situação, é porque eu vejo mulheres fazendo passetas por namorados. Ou se permitindo passar por péssimos apertos para manter uma aliança no dedo.

Encontrar um cara legal está dificílimo, porque a maioria pensa que nós só sabemos zuar e que fazemos sexo casual porque gostamos ou que não nos valorizamos por sermos modernas.

Podemos até ser modernas, mas nunca seremos como os homens. Ainda temos esperança de conheer alguém, ficar com esse alguém, RECEBER uma ligação, namorar, noivar, casar, ter filhos, fazer família, e morrermos casadas.

A vida não tá fácil pra ninguém!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

MTB pra quê?

Todo santo cidadão desse mundinho de Deus vem perguntar para mim, estudante de jornalismo, o que eu acho da decisão do Supremo para a não obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercer a profissão... E de fato nunca foi obrigatório. O que se percebe em redações de grandes veículos é um imenos número de pessoas que são recicladas há cada 6 meses, todos eles são, em sua maioria, estudantes de jornalismo. Em contrapartida alguns dos nossos melhores jornalistas não são, e nunca pensaram ser, graduados. O exercício da profissão vai além de um curso. Eu faço porque antes desses 3 anos perdidos, eu não tinha a mínima noção de como funcionava uma redação, uma televisão, um rádio. A base que eu tenho agora abre portas para uma alavancada de opções.

Ainda que não obrigado, em assessoria de imprensa já vemos esse filme há alguns anos. Não precisa ser jornalista, pode ser RP, às vezes até PP. Eu não acho, sinceramente, que as empresas fecharão as portas para aqueles que cursam incansadamente. Até porque a cada dia as empresas estão ficando mais e mais impacientes, e não vão querer ensinar um aluno de ensino médio a escrever um lead, à buscar informações, à apurar e editar. O curso continuará em voga para todos aqueles que querem aprender e entrar no mercado de trabalho com uma base boa.

Eu aprendi no curso de jornal que nem tudo são flores na hora de entrevistar. Que tem gente chata pra cassete, ignorante e arrogante. Que as perguntas que você faz nem sempre são entendidas e fica um clima péssimo quando você tenta consertar. Que não é contar uma história, e sim como contar. Que tenho que seguir as 5 perguntas básicas para uma entrevista impressa (quem, quando, onde, como e porquê) e que isso tem que estar no "abre" da matéria. Que quando você entrevista alguém por telefone não pode fazer grunhidos de aceitação (tais hum,hum) e nem cortar o que a pessoa está falando. Que na hora da televisão sua aparência conta muito e a forma como você aborda alguém pode mudar totalmente o rumo da matéria. Que editar não é fácil pra ninguém, e que entrevistar ao vivo é como um mártir em nossas vidas. Além de que se você não tem uma inteligência no mínimo boa, se não sabe discutir política, ou economia, ou futebol, ou novelas, ou fofocas, e tudo isso junto, você não se encaixa no perfil de jornalista.

Eu não me arrependo de ter escolhido a profissão que eu gosto. Me decepcionei com algumas faces do jornalismo que eu jurava que não existiam por pura ingenuidade. Tentei ser imparcial mas quanto mais eu fazia mais parte eu tomava. Já passei vergonha falando besteira e todo semestre eu fico de exame. Não sou uma aluna exemplar, mas tão pouco reclamo que fico para trás. Percebi que tenho dom para lidar com pessoas, que sou curiosa e tenho um jeito própria de sacar informações e que, principalmente, eu consigo ganhar a confiança das pessoas. Se não fosse pelo meu curso acredito que nunca iria descobrir nada disso, ou me levaria anos.

Então, se me perguntam o que eu acho da decisão do STF eu respondo que eu não me importo. Eu vou continuar no curso, eu vou continuar aprendendo e abrindo portas. Não sou um talento nato que nasceu para o exercício do jornalismo, ou seja, não adianta eu tentar ser sem um curso de graduação.

Eu li agora no UOL que o curso não vai acabar (óbvio, muito dinheiro pras faculdades) mas que vai se tornar como Moda e Culinária, cursos que não tem obrigatoriedade do diploma. Eu não faria uma comparação pífia desse jeito, mesmo porque eu zelo pelo meu curso, e digo com todas as letras que ser jornalista não é fácil.

Ainda tenho a certeza de que muitos aspirantes quebrarão a cara quando se meterem no mercado para escrever uma matéria "que qualquer um pode fazer". Quando as relações éticas e o compromisso com a verdade bater na traseira desses que acham que é fácil, nós, jornalistas, vamos assistir de camarota a deteriorização daqueles que votaram a favor dessa bobagem de diploma.

Mas confesso que ouvi muitos na faculdade dizendo que iam parar de estudar, ou desencanar da vida. Até pensei isso também, mas enquanto as empresas tiverem bom-senso, e enquanto nós tivermos paciência, essa decisão pífia passará despercebida.

Eu tenho tantas opiniões formadas sobre esse assunto que se ficasse aqui escrevendo levaria um dia inteiro, e quando relesse mudaria algumas coisas.

Ser jornalista não é apenas um curso, é um amor à investigação, você recebe pouco (muito pouco), trabalha muito, sobre pressão, sobre xingamentos, finais de semana, madrugadas, sem folga...Você chora, se estressa, manda a merda..Mas quando vê seu trabalho públicado, e vê pessoas comuns lendo ou vendo ou ouvindo o que você tem a dizer todo o ódio pelo trabalho vai embora, você se sente no céu e respira aliviado por ter escolhido a profissão que sempre quis.

Diploma ou não diploma, eis a questão?

Para mim não mudará nada, vou continuar na luta da graduação, quero estar preparada e obter sucesso em menos tempo do que a maioria dos pseudos-jornalistas.

Não é um pedaço de papel que vai me fazer desistir de ser o que sou, de aprender, de me aventurar.....Mas falando sinceramente, já paguei três anos de faculdade, não vou desistir agora!!